terça-feira, 5 de julho de 2011

Sangria

Não!
Deixa escorrer!
Não, não estanquem!

É a mais valia do  corpo,
do tributo pago
pelo desassossego dos sentidos.
 
Só uma alma nova destilaria toda essa dor...

São cambalhotas do destino...
Como o brilho excessivo que ofusca,
como um silêncio ruidoso...

Não!
Deixa acontecer!
Não, não segurem!

É Antígone gritando,
É Electra se vingando!
É Medéia matando!

Deixa sangrar...
É o sangue do meu sangue,
é o nectar do corpo,

Há muito tempo que não existo...

              
The end.

Nenhum comentário:

Postar um comentário