Em reflexão, não
entendia o porquê, de ser sempre refém de suas relações amorosas; se
isso era uma característica de sua personalidade, submersa em algum
possível masoquismo, ou se essa subjulgação estava atrelada a alguma
estratégia social para manter o status quo de mulher submissa, ou se
essa estratégia era uma fantasia ou jogo para ser possuída pelo seu
amado; não estava feliz nesse contexto, queria mais liberdade, como
proceder? Caminhando entre as árvores, percebia em suas folhas, um
balançar, um movimento peculiar, próximo a uma dança, queria dançar
como as árvores...
terça-feira, 2 de abril de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
O estranho
Piso em ovos.
Não faça barulho!
Você pode acordar seus interiores...
quem é?
ah... seu guardião, seu interno, você decide!
mas, não é para acordá-los?
bem, sim... não... é que você poderá se assustar com esses estranhos...
Sim, nos tornamos estranhos a nós mesmos...
ficamos à espreita do trivial
e envelhecemos nossas ternuras..
comemos cascas de frutas podres e deixamos o filé para os cachorros.
Será o medo de ser feliz?
sim.
a felicidade foi roubada em nossa infância,
Não faça barulho!
Você pode acordar seus interiores...
quem é?
ah... seu guardião, seu interno, você decide!
mas, não é para acordá-los?
bem, sim... não... é que você poderá se assustar com esses estranhos...
Sim, nos tornamos estranhos a nós mesmos...
ficamos à espreita do trivial
e envelhecemos nossas ternuras..
comemos cascas de frutas podres e deixamos o filé para os cachorros.
Será o medo de ser feliz?
sim.
a felicidade foi roubada em nossa infância,
como uma raiz arrancada.
como assim?
então, quando crescemos, enchem nossas cabeças de pudores
ficamos ressecados.
assim, negamos ao nosso ser o sumo do instante!
Bem, se é assim, vou abrir as portas as janelas e deixar acontecer...
então, quando crescemos, enchem nossas cabeças de pudores
ficamos ressecados.
assim, negamos ao nosso ser o sumo do instante!
Bem, se é assim, vou abrir as portas as janelas e deixar acontecer...
The End
Pensamentos Tumultuados
Apreensivos, imersos no nada
A vida... só versos
Agora, vou passear no parque
ver robôs correndo...
coração acelerado
sentimentos congelados
emoções zero-cal
opinião, a das manchetes
amor, nome fantasia
Olha, vou ao parque e me refugiar na cabana dos esquecidos
Sabe, lá tem tudo,
lentidão, abstrações, inspiração e solidão
tudo orgânico, fresquinho,
Retomo meus pensamentos mais calmos
A claridade me invade
Sou mais eu, no tempo menor
Até a presente data não recebi nenhum aviso...
Saudações
A vida... só versos
Agora, vou passear no parque
ver robôs correndo...
coração acelerado
sentimentos congelados
emoções zero-cal
opinião, a das manchetes
amor, nome fantasia
Olha, vou ao parque e me refugiar na cabana dos esquecidos
Sabe, lá tem tudo,
lentidão, abstrações, inspiração e solidão
tudo orgânico, fresquinho,
Retomo meus pensamentos mais calmos
A claridade me invade
Sou mais eu, no tempo menor
Até a presente data não recebi nenhum aviso...
Saudações
The End
terça-feira, 19 de março de 2013
Encontro
Saio do esconderijo
Me congelo
vou buscar guarida em guetos...
entro em fila com seres anônimos,estranhos,
há quanto tempo não me visito!
É tempo das mortes...
penso em inutilidades, no tempo em vão...
Anestesiada, sem identidade
passo a mão no rosto
e olho para o infinito
O que fiz da vida?
entro em penitências dolorosas
vejo lagartixas engolindo insetos.
sinto arrepios...
uma borboleta colorida invade o espaço
uma criança enfia o dedo no nariz
e floreio,
sou digna da minha admiração!
na fantasia,
entro em divagação e penso,
o encontro é a arte do esquecimento...
The End
quarta-feira, 13 de março de 2013
Tenho pressa
Depois eu falo com você, ok?
Sim, tudo bem
Sim, tudo bem
Pera um pouco, o farol tá aberto
Preciso passar
Não, não vou poder ir
Depois te ligo
Preciso tomar meu remédio
Ainda não fui à academia
Tenho prova
Tô cansada
Acabei de chegar
Ainda não assisti nenhum filme da mostra
Amanhã a gente se fala
The End
terça-feira, 12 de março de 2013
Hoje, eu preciso chorar
Hoje, preciso chorar.
Jogar fora esse escarro do choro
as nuvens cinzas ficaram pretas
o dia já aconteceu... ou já vingou?
a menina? branqueou o seu cabelo.
o vira lata da esquina morreu
o jornaleiro vendeu sua banca
minha casa amarelou
os prédios cresceram, viraram magazines
o jogo de botão virou botões da internet
a boneca dorme no canto da caixa de papelão
o meu pai?
está lá no céu agora, me olhando
os meus amigos?
não sei...
o beija flor morreu de agrotóxico
a tv continua com seus noticíarios horrendos
a vida está despencando dos penhascos...
meus sonhos coloridos? estão desbotados.
as frutas estão passadas...
o ser humano continua andando em filas.
The End.
quarta-feira, 6 de março de 2013
A mulher na janela
Via em espaços miúdos, grandes fantasmas; em uma espinha, vislumbrava um tumor, tudo tão intenso, estranho...
Ressentida em sentimentos escassos, procurava espaços pra diluir sua dor. Pensava no parque e em uma longa caminhada, sempre investigando novos caminhos em busca de pessoas e afetos, para o seu corpo, para a sua alma...
Ps: Para ler mais Reflexões sobre a mulher na janela, clique no marcador abaixo do texto.
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