quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A arte



oh arte vem me salvar das animosidades do cotidiano
não queria ser feita dessa massa espúria
cheia de cabelos e ranhos
gostaria de estar nos cardápios salutares
voar com Baudelaire, Rimbaud e Rilke
corpo congelado,alma perambulando,sorriso desencantado
como ramos secos
dona da vida
encarecidamente te peço
estou sendo mutilada
pela tortura vazia do cotidiano
quero o gozo das vitórias nuas
o movimento do corpo sem naufrágio
rodelas de batatinha em minha testa
para curar minha dor de cabeça
Quero ser invadida por dom-quixotes!
tampar buracos da mente
e voltar no tempo
assoprar as velinhas dos 10 anos
e
em climas sinestésicos
subir em caldeirões
ver
o
caos
de
megeras da alfabetização
penduradas em giz branco
enforcadas
estarrecidas!

The End

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