Mergulho no vazio em cacos
ouço ruídos do trincar de ossos
vejo a escuridão e me apoio em paredes de papelão
aquieto e aqueço minhas entranhas
pra não sufocar, angario suspiros e respirar...
farta em comilanças, me despejo no poço sem fim,
atravesso seus detritos e sua escuridão,
encontro cogumelos coloridos,
fatias de sentimentos cortadas, cheirando à mortadelas,
adormeço em fezes endurecidas
visualizo antenas partidas em curtos circuitos
faíscas do sangues em borbulhos...,
espremo toda a dor
descarrego meu varal de de sonhos apodrecidos da infância,
desperto na maturidade endurecida, tesa, escorregadia...
abraço meu limo, meu cheiro de desamor
acaricio meu desnudamento,
em cinzas, me vejo
voando pelo infinito...
ouço ruídos do trincar de ossos
vejo a escuridão e me apoio em paredes de papelão
aquieto e aqueço minhas entranhas
pra não sufocar, angario suspiros e respirar...
farta em comilanças, me despejo no poço sem fim,
atravesso seus detritos e sua escuridão,
encontro cogumelos coloridos,
fatias de sentimentos cortadas, cheirando à mortadelas,
adormeço em fezes endurecidas
visualizo antenas partidas em curtos circuitos
faíscas do sangues em borbulhos...,
espremo toda a dor
descarrego meu varal de de sonhos apodrecidos da infância,
desperto na maturidade endurecida, tesa, escorregadia...
abraço meu limo, meu cheiro de desamor
acaricio meu desnudamento,
em cinzas, me vejo
voando pelo infinito...
The end

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